A alulose também pode adoçar os dias dos diabéticos
Allulose StoreAudição da página
Fonte: Magyar Mezőgazdaság.hu
Traduzido por: Kovalcsik Emese (2019.)
A alulose é um novo açúcar de baixo teor calórico, que possui setenta por cento da doçura do açúcar de beterraba, contudo, o seu conteúdo calórico é apenas cerca de dez por cento.
A alulose é um novo açúcar de baixo teor calórico que se tornou conhecido em 2015, mas a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos apenas aprovou a sua comercialização recentemente.
Sobre a alulose, deve saber-se que se encontra em pequenas quantidades, de forma natural, em diversos alimentos. É setenta por cento mais doce do que o açúcar de beterraba, contudo, o seu conteúdo calórico é apenas cerca de dez por cento. A questão é: será também saudável?
Supostamente, a alulose pode ser consumida com tranquilidade por pessoas que seguem dietas de baixo teor de hidratos de carbono e por diabéticos, porque não influencia a alteração do nível de açúcar no sangue, é cem por cento natural e pode ser utilizada para cozinhar da mesma forma que o açúcar.
Mas talvez isto seja tudo demasiado bom para ser verdade… A dietista e consultora de nutrição Lisa Valente deu esclarecimentos sobre o tema.
Explicou que a alulose não é um açúcar artificial. Foi classificada como um chamado "açúcar raro", porque também se encontra de forma natural em alguns alimentos, embora apenas em pequenas quantidades.
Por exemplo, o figo, as passas, o melaço e o xarope de ácer também contêm alulose, que, tal como a glucose e a frutose, é um açúcar simples, ou seja, um monossacárido.
Os edulcorantes artificiais são produzidos de forma diferente da alulose. Por exemplo, a sucralose, comercializada com o nome de Splenda, é produzida através da alteração química da sacarose.
A sucralose não é decomposta pelo organismo humano, não tem valor nutricional e, por isso, não fornece energia, não representando calorias adicionais.
Graças ao processo de processamento, os edulcorantes artificiais são muito mais doces do que o açúcar natural.
O aspartame – sob a forma de Equal ou NurtraSweet – e a sacarina – vendida sob o nome Sweet'n Low – são alimentos igualmente sem calorias, o que significa que, na verdade, nem sequer são alimentos verdadeiros, pois não têm qualquer valor nutricional.
Em contrapartida, a alulose, que também é chamada de psicosa, é um açúcar real, é digerível e também fornece calorias – apenas não muitas.
Um facto curioso é que a marca de edulcorante de alulose chamada Dolcia Prima é fabricada pela Tate & Lyle, a mesma fábrica que desenvolveu a Splenda.
Segundo o site da Tate & Lyle, a alulose "oferece o sabor e a sensação sem compromissos do açúcar, sem todas as calorias ou impacto glicémico."
A doçura da alulose é de setenta por cento da do açúcar "normal", contudo, não tem impacto glicémico, ou seja, não aumenta tanto o nível de açúcar no sangue como o açúcar tradicional.

Embora os edulcorantes artificiais não tenham teor calórico, não é aconselhável utilizá-los em excesso, pois podem ter efeitos negativos em problemas intestinais, doenças crónicas ou até mesmo no aumento de peso.
Como os edulcorantes artificiais são geralmente centenas de vezes mais doces do que os açúcares naturais, podem alterar drasticamente as nossas papilas gustativas; por isso, quando consumimos açúcar real e natural, utilizamos muito mais para sentirmos que está doce.
Talvez a alulose não cause esses problemas, porque, comparada com os agentes edulcorantes, é menos doce e é um açúcar efetivamente digerível, mas, de momento, isto ainda não está comprovado.
Como a alulose é um novo edulcorante no mercado, ainda existem poucas investigações sobre ela, especialmente no que diz respeito à perda de peso e à gestão do nível de açúcar no sangue.
Um estudo de 2017 publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry (Revista de Química Agrícola e Alimentar) escreve sobre a alulose:
"durante experiências com ratos, aqueles que beberam xarope de alulose durante dez semanas engordaram menos, tinham uma percentagem de gordura corporal menor, além de que os seus níveis de açúcar no sangue e de insulina também eram mais baixos, comparativamente aos ratos que receberam a mesma quantidade de xarope de milho rico em frutose."
Outro estudo realizado com 20 pessoas demonstrou também que o consumo de alulose diminuiu os níveis de açúcar no sangue e de insulina dos pacientes, o que significa que esta pode ser uma alternativa de açúcar adequada também para diabéticos.
A Food and Drug Administration dos Estados Unidos classificou a alulose como "geralmente reconhecida como segura" e, recentemente, decidiu que a alulose será excluída dos rótulos nutricionais que indicam a quantidade total de açúcar e de açúcar adicionado.